Segundo o dicionário Aurélio o estresse é "o conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras capazes de perturbar a homeostase" (equilíbrio). Hoje o termo estresse é amplamente usado na linguagem atual e nos meios de comunicação e corresponde a uma relação entre o indivíduo e o meio.
No contexto da competição de alto nível, o atleta precisa ser um competidor efetivo e regular e isto pressupõe superar os mais elevados níveis de exigências físicas, técnicas, táticas e também psicológicas (ROSE JUNIOR et al, 1999).
Para lidar melhor com o estresse é fundamental que o atleta conheça as suas emoções nos diferentes contextos em que ele se expõe. Conhecer as emoções não para controlá-las, mas para auxiliar os atletas a compreenderem o que fazer com elas. Percebe-se um incentivo ao controle das emoções nos ambientes esportivos, o que pode fazer o atleta não expressar e nem compreender adequadamente a sua emoção aumentando seu grau de sofrimento e consequentemente de estresse.
As emoções nem sempre devem ser compreendidas como somente positivas e negativas, ela vai diferenciar de atleta para atleta, por isso é essencial que os atletas sejam capazes de identificar e analisar suas emoções para assim conseguir agir adequadamente, adaptando-se a cada situação em busca de um bom desempenho na competição (LAVOURA e MACHADO, 2006).
Para Samulski (2002) quando uma pessoa é incapaz de lidar com as situações presentes no contexto esportivo, principalmente nos momentos pré-competitivos, podem ocorrer pensamentos negativos, minimização dos níveis de autoconfiança e aumento dos níveis de ansiedade, que podem levar, conseqüentemente, ao fracasso. Isso pode inibir o rendimento, sendo, portanto, essencial um maior esforço para compreensão das emoções no sentido de permitir aos atletas responderem positivamente aos estímulos psicológicos que aparecerão nos treinamentos e competições.
O fator crucial para determinar a qualidade do desempenho esportivo é a capacidade dos atletas em lidar com o estresse. Quanto mais o atleta for capaz de identificar as fontes de estresse em seu ambiente esportivo, provavelmente ele estará mais bem preparado para enfrentar situações de pressão emocional existentes na competição.
Por isso... se conheça: uma boa análise dos contextos onde você apresenta um maior nível de estresse, suas reações produtivas e improdutivas, assim como um maior exercício de auto-conhecimento, podem ajudar, você atleta, a lidar melhor com as situações estressantes durante as competições e treinos.
Até a próxima...
Livia Viana.
Referências:
LAVOURA, T. N. e MACHADO, A. A. Esporte de aventura de rendimento e estados emocionais: relações entre ansiedade, autoconfiança e auto-eficácia. Motriz, Rio Claro, v. 12, n. 2, p. 143-148, mai./ago. 2006.
ROSE JUNIOR, D. de, DESCHAMPS, S. e KORSAKAS, P. Situações causadoras de “stress” no basquetebol de alto rendimento: fatores competitivos. Revista paulista de Educação Física, São Paulo, 13(2): 217-29, jul./dez. 1999.
SAMULSKI, D. Psicologia do Esporte – manual para a Educação Física, Psicologia e Fisioterapia. Barueri: Manole, 2002.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)