terça-feira, 8 de setembro de 2009

atualizações desatualizadas

Gente...

Todo mês eu me organizo para atualizar o blog, mas infelizmente não tenho conseguido cumprir minhas próprias regras...
Quem visitar, tiver curiosidade sobre a psicologia do esporte podem me mandar um email: liviagviana@yahoo.com.br

Assim a gente se comunica e eu fico com menos peso da consciência de não vir sempre aqui.

Queria só explicar minha ausência por aqui. Estou dando aula numa faculdade de psicologia no interior desde janeiro e isso tem me tomado muito tempo... me afastei um pouco dos atendimentos de atletas, mas continuo na parte mais teorica!

espero poder cumprir minha próxima regra de vir aqui pelo menos uma vez por mês!!!

um abraço

Livia

domingo, 19 de abril de 2009

Encontro Cearense de Psicologia do Esporte

Gente,
esse ano vai ser histórico para a psicologia do esporte no Ceará. Graças a uma iniciativa dos estudantes da Educação Física da UECE (Universidade Estadual do Ceará) iremos ter o I encontro de psicologia do esporte do Ceará. Fui convidada a participar da organização e já estou divulgando. Acontecerá nos dias 03 e 04 de julho, então, vamos nos organizar desde já... qualquer informação é só perguntar.

Um abraço e boa semana

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Nossa como o tempo passa rápido. Fiquei muito tempo sem vir aqui, mas parece que foi ontem que ocorreram as olimpíadas.

É isso, blog de Psicologia do Esporte no Ceará está de volta e agora com gás total.

Finalizei minha dissertação de mestrado sobre Afetividade de atletas no ambiente esportivo e vou trazendo os resultados em forma de textos e novidades para vocês.

Minha pesquisa teve resultados extremamente interessantes. Fiz uma investigação da afetividade de atletas de esportes competitivos utilizando um instrumento metodológico chamado Mapas Afetivos que tem como objetivo acessar a afetividade dos indivíduos por meio de um desenho e construção de metáforas. Foi muito interessante as imagens que os atletas tem do seu ambiente esportivo. Foi uma forma de ouvir os atletas falando das emoções sentidas dentro do ambiente esportivo e como essas emoções podem influenciar nos seus desempenhos.

A maioria dos atletas sentem e percebem seu ambiente esportivo como sendo um local de agradabilidade, pertenciamento e atração. Mas também teve atletas que consideraram o ambiente esportivo um local de insegurança e destruição. Percebemos que a forma como o atleta sente seu ambiente esportivo e as pessoas desse ambiente interferem no desempenho dos mesmos. Quanto mais potencializador ele sente o seu ambiente, ou seja, agradável e atrativo, mais ele se empenha nos treinos e competições. Ao passo que, se a imagem do ambiente for despotencializadora, ou seja, o indivíduo não se sentir parte daquele ambiente isso refletirá no desempenho.

A pesquisa mostrou que quanto mais técnicos e atletas se empenharem para ter um ambiente agravável e atrativo melhor será o desempenho dos mesmos.

Basicamente e muito resumidamente foram esses resultados encontrados. Um artigo logo, logo será publicado.

Agradeço os recentes contatos e elogios ao blog... mesmo estando desatualizado há um tempo. Mas estou de volta.

Um abraço e boa seamana

domingo, 3 de agosto de 2008

Olimpíadas


Daqui a alguns dias o mundo dará atenção aos Jogos Olimpícos de 2008 em Beijin, China. Nossos atletas brasileiros estarão lutando por medalhas ou para atingir suas metas, mesmo que não seja subir ao pódio.

É claro que no Brasil falta um maior incentivo ao esporte para assim conseguirmos subir mais vezes ao pódio. Temos tradição em alguns esportes, surpreendemos em outros, não temos chances de medalhas em alguns, mas a vontade e a satisfação de ver uma olimpíada é sensacional. Ver os melhores atletas mundiais se superando, buscando sua melhor atuação... é simplesmente mágico.

Mais ainda quando acaba as olimpíadas e começam os Jogos Para-olimpícos, ai vem mais superação, mais emoção, mais frio na barriga com os atletas que possuem algum tipo de deficiência... mas isso é assunto para outros tópicos.

O fato é que o esporte nos proporciona isso: emoções e sentimentos únicos e inesquecíveis.

Em meio a todas essas emoções, quer compartilhar uma que sinto agora: o orgulho! O sonho de todos que trabalham com o esporte é um dia chegar a uma Olimpíada ou uma Copa do Mundo, quando se trata de futebol. E é com muito orgulho que, na minha pouca e inciante experiência como psicóloga do esporte, posso dizer que fiz parte do percurso de uma atleta que hoje está nas olimpíadas de Pequim.

Acompanhei por quase um ano a atleta Andrezza Martins, que atualmente joga com a Cristine e forma a dupla Saka e Rtvelo de vôlei de praia que defenderá o país da Georgia. Uma forma de se chegar as olimpíadas e ter a oportunidade de brilhar no seu esporte é essa: nacionalizar-se por outro país e brigar por uma vaga olímpica afim de realizar o sonho de chegar lá. E foi isso que a Andrezza fez, sempre muito dedicada, responsável e decidida resolveu correr atrás do seu sonho e chegou lá... em Pequim, nas olimpíadas de 2008... Meus parabéns a essa dupla e deixo aqui minha torcida declarada para elas!!!

E vamos aos jogos olimpícos...

até a próxima

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Estresse

Segundo o dicionário Aurélio o estresse é "o conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras capazes de perturbar a homeostase" (equilíbrio). Hoje o termo estresse é amplamente usado na linguagem atual e nos meios de comunicação e corresponde a uma relação entre o indivíduo e o meio.

No contexto da competição de alto nível, o atleta precisa ser um competidor efetivo e regular e isto pressupõe superar os mais elevados níveis de exigências físicas, técnicas, táticas e também psicológicas (ROSE JUNIOR et al, 1999).

Para lidar melhor com o estresse é fundamental que o atleta conheça as suas emoções nos diferentes contextos em que ele se expõe. Conhecer as emoções não para controlá-las, mas para auxiliar os atletas a compreenderem o que fazer com elas. Percebe-se um incentivo ao controle das emoções nos ambientes esportivos, o que pode fazer o atleta não expressar e nem compreender adequadamente a sua emoção aumentando seu grau de sofrimento e consequentemente de estresse.

As emoções nem sempre devem ser compreendidas como somente positivas e negativas, ela vai diferenciar de atleta para atleta, por isso é essencial que os atletas sejam capazes de identificar e analisar suas emoções para assim conseguir agir adequadamente, adaptando-se a cada situação em busca de um bom desempenho na competição (LAVOURA e MACHADO, 2006).

Para Samulski (2002) quando uma pessoa é incapaz de lidar com as situações presentes no contexto esportivo, principalmente nos momentos pré-competitivos, podem ocorrer pensamentos negativos, minimização dos níveis de autoconfiança e aumento dos níveis de ansiedade, que podem levar, conseqüentemente, ao fracasso. Isso pode inibir o rendimento, sendo, portanto, essencial um maior esforço para compreensão das emoções no sentido de permitir aos atletas responderem positivamente aos estímulos psicológicos que aparecerão nos treinamentos e competições.

O fator crucial para determinar a qualidade do desempenho esportivo é a capacidade dos atletas em lidar com o estresse. Quanto mais o atleta for capaz de identificar as fontes de estresse em seu ambiente esportivo, provavelmente ele estará mais bem preparado para enfrentar situações de pressão emocional existentes na competição.

Por isso... se conheça: uma boa análise dos contextos onde você apresenta um maior nível de estresse, suas reações produtivas e improdutivas, assim como um maior exercício de auto-conhecimento, podem ajudar, você atleta, a lidar melhor com as situações estressantes durante as competições e treinos.

Até a próxima...


Livia Viana.


Referências:
LAVOURA, T. N. e MACHADO, A. A. Esporte de aventura de rendimento e estados emocionais: relações entre ansiedade, autoconfiança e auto-eficácia. Motriz, Rio Claro, v. 12, n. 2, p. 143-148, mai./ago. 2006.

ROSE JUNIOR, D. de, DESCHAMPS, S. e KORSAKAS, P. Situações causadoras de “stress” no basquetebol de alto rendimento: fatores competitivos. Revista paulista de Educação Física, São Paulo, 13(2): 217-29, jul./dez. 1999.

SAMULSKI, D. Psicologia do Esporte – manual para a Educação Física, Psicologia e Fisioterapia. Barueri: Manole, 2002.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Ansiedade

Todo atleta já sentiu um friozinha na barriga, as mãos geladas, o coração batendo forte... muitos dizem que não queriam ficar tão ansiosos antes das partidas e na maioria das vezes relacionam sentir ansiedade com algo ruim, mas não é bem assim.

A ansiedade está relacionada a energia que eu tenho para reagir a uma determinada situação. Ela pode ser muito baixa (relaxado) ou uma excitação intensa (ansiedade exagerada). Ela é uma reação fisiológica do corpo, que o coloca preparado para uma ação e necessária para qualquer atleta.

Coração bater forte, respiração ofegante e friozinho na barriga quer dizer que seu corpo está se preparado para a ação: correr, nadar ou qualquer outra atividade física. Entrar relaxado demais faz com que seu corpo demore alguns segundos para "reagir" e entrar excitado demais, faz com que seu organismo tenha um consumo desnecessário de energia e entre em campo em defasagem o que não é nada bom. E quando se trata de esporte de alto rendimento, todo segundo faz a diferença no resultado.

A boa notícia é que você pode aprender a "controlar" sua ansiedade. Por isso, todo atleta deve buscar se conhecer melhor e "achar" o seu nível de ativação ideal, que vai ser diferente de atleta para atleta. Alguns devem aumentar o nível de excitação e outros devem relaxar por meio de exercícios de respiração e outras técnicas.
Você deve perceber o que acontece antes de cada partida, como você se sente, em que você pensa, isso o ajuda a discriminar as situações em que você fica mais ou menos ansioso e mudá-las quando possível. Você pode fazer uma rotina pré-competição relacionando tudo o que você deve fazer antes de cada competição, isso auxilia que você planeje melhor o que quer que aconteça. Utilize-se da visualização e do treino mental, que, resumidamente, seria imaginar realizando com sucesso um movimento ou técnica do seu esporte.
A visualização o ajuda na melhora do desempenho, na concentração, auxilia no aumento da energia ou no relaxamento, o que é essencial para o controle da ansiedade. Em seguida falaremos mais detalhadamente sobre a visualização.
Então... conheça-se, aprenda a "ouvir" e "sentir" o que seu corpo está querendo lhe dizer. Nem sempre a ansiedade é ruim, muitas vezes somente olhar a situação de uma maneira diferente já lhe ajuda e direciona a sua mudança.
Boa sorte...
P.S.: depois de mais de um mês sem postagens estamos de volta... e agora pra valer.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Sou uma alma que corre!


OI... ESTAMOS DE VOLTA DEPOIS DA "PARADA" NA SEMANA SANTA...

Depois que postei o texto sobre corrida alguns amigos comentaram e disseram sentir os benefícios da prática de atividade física, seja na corrida ou em qualquer outra.

Fiquei bem feliz com os comentários, pois meu objetivo era mostrar que a Psicologia do Esporte trabalha não só com atletas de alto rendimento, mas também com praticantes de atividade física.


Por isso, trago para vocês um belíssimo texto da minha colega KARLA ROLIM, psicóloga e atleta nas horas vagas. Ela conseguiu expressar em palavras as emoções e os sentimentos de quem pratica atividade física...


Sou uma alma que corre...

"Corro atrás de todos os meus sonhos, ideais e de tudo que acredito. O meu limite é o céu.
A corrida me faz progredir e correr sempre pra frente nessa busca incessante que se chama vida. Nesse percurso que estou indo não tem “tempo” e nem hora pra acabar e nele encontro caminhos, às vezes tortuosos, mas logo vejo que com os pés bem plantados no chão e Deus no coração, posso superar meus limites.
Na corrida da minha vida descobri o que é o amor verdadeiro na maternidade, e quando me sinto sem fôlego, rapidamente meus filhos repõem meu oxigênio.
E é abastecida desse amor que eu vivo as minhas relações com as pessoas e no meu trabalho tentando sempre fazer o melhor a cada momento.
Nesta corrida da minha vida, conheci muitas pessoas. Muitas delas deixaram algo e levaram também, porém, já partiram. Algumas dessas pessoas permanecem comigo sempre, como um “carro de apoio” que quando as forças estão se esvaindo, aparecem ali, acompanhando minha corrida. Esses são os verdadeiros amigos de jornada.
Aprendi a meditar quando estou correndo, pensando sempre na glória que é viver, que é ter um caminho a trilhar, dos obstáculos a superar e a alegria de ultrapassar cada percurso chegando na reta final de cada um, mais madura, mais gente e mais feliz pela minha própria vitória interior.
Nesta corrida estou atrás do meu aprimoramento interior, por isso considero uma corrida eterna. Eu não me entrego ao cansaço e nem a sede. Deus repõe tudo que eu preciso nesta maratona. Não estou atrás de títulos e de troféus, estou atrás de me tornar um ser humano cada vez melhor. Essa é a medalha que eu desejo.
Trabalho com Massagem Ayurvédica e Psicologia Clínica. A massagem é uma técnica milenar que alia movimentos vigorosos em toda a massa muscular, junto com manobras de tração, alongamento e a estimulação de pontos e órgãos vitais. Como em toda profissão, mas nessa principalmente, é necessário amar o ser humano e tudo que ele trás na sua história. Esse é o ponto de intercessão com a psicologia, pois preciso não somente de técnicas psicoterápicas, mas de um coração aberto para aceitar todas as dores e alegrias que o cliente possa trazer.
A yoga é outro grande desafio do meu corpo, quando me vejo fazendo as mais diversas posturas e trabalhando minha respiração para evoluir cada vez mais e aumentar a minha flexibilidade.Diz uma amiga que eu sou flexível, que eu me moldo a cada novo percurso, a cada nova situação. Me sinto uma pessoa verdadeira e real: Penso e falo, sinto e assumo. Tudo que existe dentro de mim faz parte da corrida, faz parte da minha vida. É a minha bagagem".


Karla Rolim